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Matemática

21/09/2009

História de sucesso

Aos 81 anos o professor e membro do Instituto de Matemática Pura e Aplicada Manfredo Perdigão do Carmo nem imagina o que teria sido se não fosse matemático. Talvez engenheiro civil, primeira carreira que escolheu, mas acha difícil. Matemática para Perdigão não é profissão, é um vício, "uma neurose", como ele mesmo diz. Em 1946, Perdigão saiu de Maceió para estudar no Recife. "Achava que seria engenheiro civil. Fiz a faculdade, trabalhei na área, mas não sentia prazer. Não me identificava", lembra. Para preencher o tempo livre, Manfredo decidiu que daria aulas de físicas. Gostou tanto do que estava fazendo, que largou de vez a engenharia. "Foi aí que nasceu na faculdade de filosofia da UFPE o curso de matemática", afirma.
Foi nessa mesma época que nascia o Instituto de Matemática do Recife, fundado por Luiz Freire. "Foi aí que decidi que já que não tinha feito faculdade na área, porque no tempo que fiz vestibular não tinha, eu iria fazer o doutorado na melhor instituição de matemática do mundo. Fui para Universidade da Califórnia, Berkeley", lembra. Ao voltar para o Brasil, Manfredo ainda ensinou na UFPE até ser convidado para ajudar a fundar o curso de matemática da Universidade de Brasília e virar professor da Universidade Federal do Ceará. Referência em geometria diferencial, Manfredo diz que, apesar de aposentado, não pretende parar.
Fonte: Diário de Pernambuco
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